Eu já estava desacostumando-me a acordar cedo. A fisioterapia ajuda nisso também.
Saio de casa pouco depois das sete horas. Minha vizinha gentilmente me leva; volto de táxi.
A minha mãe faz questão de me acompanhar. Disse que não precisava, mas não me aborreço. Ela me ajuda - e tem ajudado - bastante.
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Hoje pela manhã, durante a termoterapia, eu lia Alfredo Bosi.
A termoterapia que faço, elas chamam de ultrassom. Passam um gel no meu joelho e sobre ele empregam um aparelho, de maneira circular. Radiação, deve ser.
O livro do Bosi que leio chama-se "Machado de Assis - O enigma do olhar". Não é de hoje que gosto deste crítico, e mais uma vez sua leitura me compraz.
A termoterapia costuma ser bem rápida. A eletroterapia demora mais. Passam o mesmo gel, prendem uns eletrodos, e eles ficam formigando no meu joelho.
Eu me sinto constrangido em permanecer lendo enquanto as fisioterapeutas me atendem. Parece-me algo desrespeitoso perante toda sua atenção.
O ato da leitura é um ato individual. O leitor em atividade rompe com o mundo. Quando as percebo se aproximando (hesito, mas) sempre paro.
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Só tem velhos aqui. Alguns nomes insignes me acompanham. Ao meu lado, por exemplo, Antonio Candido faz alongamentos.
Obviamente não é o Candinho. Mas parece. Aliás, vejo a USP em cada maca.
A Universidade e a Geriatria são consortes.
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Amanhã é sábado. Acho que a senhora doutora fisioterapeuta (vulgo gatinha simpática) não vem.