Extremamente pessoal, despretensioso, insignificante.
Seu nome é bobo, não merece especulação ou palavras que o justifiquem.
A vida deste blogue é minha doença; seu conteúdo, minha vingança - ou, talvez, parte da terapia.


3 de out. de 2009

Terceiro dia (03/10/09)

Levei de novo o livro do Alfredo Bosi para ler na clínica.

Cheguei cedo demais, antes de abrir. Detesto quando isso acontece.

Atrasar é normal - é pra todo mundo. Mas se antecipar? Não, ninguém merece perdão por isso.

Enquanto aguardava, bati papo com um distinto senhor que estava em tratamento.

Falamos principalmente sobre automóveis.

Surpreendi-me quando ele quis saber da faculdade. Elogiou-me por estudar Letras, e isso jamais acontece.

Hoje o Antonio Candido não vem - certeza. O velho gosta de acordar tarde aos sábados.


* * *


A gatinha simpática também não veio.

A fisioterapeuta do sábado é curiosa. Risonha, meio calada, estabanada e feia. Derrubou minhas muletas três vezes. Esqueceu-se do gelo.

Senti menos constrangimento de ler perante ela do que quando me atende a outra. A gente tem umas coisas...

Pensei em puxar conversa, mas tive preguiça. Acabou não precisando.

Ao meu lado, um senhor exercitava-se. Estava lá por conta do joelho também.

Acusou seus médicos de imprecisão. "Fui em três doutores de clubes de futebol: Ponte Preta, São Paulo e Portuguesa! Os três disseram a mesma coisa".

Acho que não disseram o que ele queria ouvir - coisa que fez um quarto médico, o qual (concordei) "está com a razão": deveriam ter operado os dois joelhos!


* * *


Hoje foi tudo bem rápido, que tinha pouca gente. Mal deu pra ler.

Faz mal não.