Extremamente pessoal, despretensioso, insignificante.
Seu nome é bobo, não merece especulação ou palavras que o justifiquem.
A vida deste blogue é minha doença; seu conteúdo, minha vingança - ou, talvez, parte da terapia.


30 de set. de 2009

Prólogo, ou Pobre Poética

A minha considerável inépcia tecnológica é um óbice. Para tudo.

Tenho pavor de vocábulos como 'configurações', 'setup', 'backup'.

Gosto só de 'download', 'login', 'enter', 'ok'.

Vivo precisando de ajuda, mas jamais clico nesta opção. Significa sucumbir ao desespero. Além disso, sempre dá errado.

Não sei gravar um CD, por exemplo, e nem mesmo sei criar um blogue.

Por isso, esse blogue será como um caderno. Um singelo abrigo para vagabundas reflexões. Um estofo para arroubos de expressão (dita) literária.

Procurarei me concentrar no relato de minhas experiências durante a fisioterapia.

Há vinte sessões programadas, com possibilidade de prolongamento. É certo que pretendo escrever uma vez por dia, atendo-me exclusivamente aos eventos que se deram durante a terapia.

Alguns textos - senão todo o caderno - serão menos agradáveis, vulneráveis que estão aos estados de humor, à concentração no escrever, às derrotas que sofrerei perante o espaço em branco.

Escrever é uma luta por sobrevivência, e nem sempre permite o prazer ao texto.

Terminado o tratamento, fecho este caderno. Evidentemente, permanecerá aberto - a quem interessar possa.